27/05/2009

A esclerose múltipla é uma doença de causa desconhecida, muito rara e nao tem cura


O fisioterapeuta Fernando Soares, diz que a esclerose múltipla é um mal que envolve o sistema nervoso e de defesa, afetando a camada que cobre o nervo por onde passa informações para o corpo, a mielina, debilitando a vida dos portadores comprometendo uma série de atividades. Segundo ele a doença é de causa desconhecida, muito rara e não tem cura, mas exitem inúmeros tratamentos para melhorar a vida do paciente portador da doença, que se revela em mulheres de pele clara com idades entre 18 e 45 anos.

Perguntas: O que é essa doença, esclerose múltipla?
Resposta: É uma doença bastante rara que provoca dificuldades motoras e sensitivas, comprometendo muito a de vida dos portadores. Essa doença envolve o sistema nervoso e de defesa, não se conhece as verdadeiras causas, o que dificulta mais o diagnóstico e quando os portadores procuram um fisioterapeuta já estão muitos debilitados.

P: Quais são os sintomas da doença?
R: As pessoas têm dores de cabeça, dormência, dor nos braços e também nas pernas, perda de audição e visão, falta de coordenação motora e desequilíbrio, alterações na fala e dificuldades em engolir o alimento. Esses sintomas são chamados de crises ou surtos, e cada vez que essas crises aparecem à mielina é afetada, provocando uma série de crises.

P: O que é mielina?
R: É uma camada que envolve os nervos por onde é passada informações do cérebro para o resto do corpo.
P: Existe cura?
R: Não existe cura, mas existem vários tipos de tratamento que pode melhorar a qualidade de vida dos portadores, com os tratamentos há um prolongamento entre uma crise e outra.


P: Como você acompanha um paciente com a doença?
R: Quanto mais sessões de fisioterapia fiz melhor. Sugiro que o paciente faça muitas sessões até que o período entre uma crise e outra aumente.

P: Então o paciente fica dependente do médico?
R: Muitas vezes sim. As sessões de fisioterapia são fundamentais para que não haja o atrofiamento e tenha uma boa circulação.

P: Você acha que sempre vale a pena tratar doentes que tenham surtos freqüentes?
R: Se um paciente apresentar surtos freqüentes entre um exame e outro, que ocorre na maioria das vezes de seis em seis meses, deve-se fazer um tratamento que controle essas crises, assim diminui o impacto dos surtos nos doentes.

P: A doença aparece em que faixa etária?
R: Ela se manifesta entre pessoas de 18 a 45 anos, e é mais comum em mulheres de pele clara do que em homens.


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